ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO NATURISTA DE ABRICÓ, REALIZADA EM 26 DE ABRIL DE 2009, NA PRAIA DO ABRICÓ..

1. A assembleia foi iniciada às 14 horas , com a presença de 9 associados. Pedro assumiu a presidência do trabalhos e convidou Antônio Alves para secretariá-la.

2. A ata da assembleia ordinária anterior foi aprovada por unanimidade, conforme o texto publicado na Internet (Jornal Olho Nu).

3. Pauta: Pedro apresentou a pauta desta assembleia:
a) Massagens e ginástica pelo Prof. Moutinho.
b) Dia Internacional do Naturismo
c) Continuidade da ANA, como e quando.

4. Moutinho:
O Prof. Moutinho, que vem há alguns meses prestando o serviço de massagens, levou à comissão de coordenadores que os honorários que está recebendo não são suficientes para remunerar seu trabalho, pois cada usuário associado paga R$ 5,00 por massagem e não associado R$ 10,00, o que, com o repasse de 50% para a associação, deixa apenas respectivamente R$ 2,50 e R$ 5,00 por cliente. Foi sugerido por Moutinho que o repasse fosse reduzido para 30%, Edson propôs novos preços, R$ 8,00 para associados e R$ 15,00 para os demais, Mário levantou a ideia de se iniciar a modificação em dezembro de 2009, no início da temporada de verão. Depois de troca de ideias, ficou estabelecido: os preços continuarão os mesmos, até o início do verão, mas serão suprimidos os repasses à associação sobre os pagamentos de associados e reduzido o dos outros de 50 para 30%. Moutinho aceitou.
Continua sem alteração a atividade de ginástica.
Foi informado por Mário que obtivemos uma maca para massagem, feita a partir de uma cama dobrável com cavaletes, desmontável, que poderá ser carregada no carro do Moutinho. Assim, se terminará com a situação de ele ter que trabalhar abaixado, com esforço físico exagerado, e se evitará que o material, de aço, venha a ser rapidamente destruído pela ferrugem sob ação da maresia da praia.

5. Dia Internacional do Naturismo:
Será comemorado no domingo, dia 07/05, com almoço comunitário, preparado por PQD, Denise e sua equipe, para o qual se pede a contribuição de R$ 15,00, sendo R$ 10,00 para os organizadores e R$ 5,00 para ajudar a aliviar a situação financeira da associação. Os valores cobrados serão para associados em dia, R$ 10,00, que somente comprarão seus convites com a própria associação e R$ 15,00 para as demais pessoas.

6. Decisão sobre o que fazer para solucionar os problemas operacionais que a ANA vem enfrentando:
Pedro expôs que, embora existam 520 associados inscritos, apenas 70 vêm pagando as mensalidades regularmente. Muitos que contribuíam há algum tempo "sumiram" da praia, outros aparecem mas nem tocam no assunto. Cerca de 90% dos frequentadores, embora se beneficiem da praia organizada, não se associam. Assim, a ANA está com grande dificuldade para prestar os serviços que se propõe, principalmente o "apoio" , pois tudo tem custos a cobrir e a receita está quase sempre abaixo destes custos.
Pedro também observa que, além dos problemas financeiros, há falta de voluntários para fazer acontecerem as atividades. Na Festa do Índio, recentemente realizada, só algumas pessoas tomaram parte ativa.
Posto, o assunto, em discussão, Stéferson sugeriu que se faça contacto pela Internet com os ausentes. Também foi proposto que se mande carta aos associados que se afastaram. Edson observa que há, atualmente, muita gente frequentando e Alves, que faz a contagem das pessoas - e, por isto, presta bastante atenção a elas - ponderou que, embora haja, realmente, muita gente na praia (centenas por dia não útil), é grande o número de novatos e, destes, poucos se agregam de fato ao naturismo, sendo o número elevado sustentado por rotatividade não desprezível dos frequentadores. situação que dificulta a o aparecimento da tendência de se associarem. Edson defendeu a criação de mais pontos de interesse, pois, como vem ocorrendo, todos, associados (e contribuintes) ou não, têm os mesmos benefícios, o que desestimula o ingresso na ANA com o respectivo custo.
Pedro novamente observou que fica muito difícil qualquer atividade sem a colaboração de quantidade suficiente de companheiros, pois não é possível que só alguns venham a se encarregar de tudo, pois cada um tem suas ocupações particulares não podendo arcar com o gasto de tempo necessário à execução de quase tudo o que é preciso para a existência de várias atividades. Também foi sugerido que se façam atividades exclusivas para associados, o que estimularia a adesão de frequentadores da praia. Como esta é pública, as atividades seriam em outros locais, particulares..
Isto discutido, Pedro apresentou três possibilidades para o futuro da ANA:
- continuar como está
- transformar a associação em um pequeno grupo que frequente mas não se interesse pelo que acontecer na praia.
- criar uma "empresa", que tenha receita com venda de material e que, com personalidade jurídica, possa receber patrocínios de empresas X propaganda. As atividades fixas seriam exercidas por 3 empregados: "apoio", vendedor e "faz tudo", este encarregado de colocar correntes e placas, montar e desmontar locais de esporte, recolher lixo deixado na areia, fazer contacto com os naturistas, etc.
Postas as três ideias em discussão, logo se descartou a segunda, porque, sem as atividades de controle hoje exercidas, o grupo de naturistas ficaria à mercê de todos os indesejáveis que aqui quisessem entrar, vestidos ou não, com todas suas taras e desequilíbrios psicológicos e/ou sociais, como se viu nos primeiros meses das atividades naturistas após a liberação pela Justiça. Pedro e Alves, que conheceram como foi o Abricó desde o primeiro fim de semana após a liberação pelo TJ - RJ, em outubro de 2003, descreveram a situação por que passaram os pioneiros. Todos concordaram que a adoção da segunda hipótese causaria a inviabilidade do naturismo em nossa praia.
Ficar como está, também foi considerado muito ruim, porque, sem receita nem colaboração de trabalho suficientes, torna-se impossível manter a praia utilizável.
Finalmente, debateu-se a ideia de se criar uma organização que tenha receita além de contribuições de associados. Foi ponderado que uma empresa teria que arcar com responsabilidades legais e fiscais cujo cumprimento demandaria dinheiro e que não haveria garantia de que os meios de arrecadação decorrentes das atividades supostamente lucrativas iriam ter sucesso. Também seria necessário ter uma sede, o que, sem comentários, criaria mais encargos e possível dívida. Poderíamos, assim, ir do mal para o pior, ficando, a associação, além da atual falta de recursos, com dívidas fiscais, trabalhistas e com terceiros, como contador e outras, obrigatórias para a existência e funcionamento de uma entidade oficialmente constituída
Pedro lembrou que a Federação Nacional exigiu, há algum tempo, que todas as filiadas tivessem personalidade jurídica, condição desde logo exigida para novas filiações e deu um prazo às já existentes para se regularizarem oficialmente e que a ANA não atendeu por falta de recursos.
Orson sugeriu que se transforme a ANA em uma ONG, que sofreria menos imposições legais que uma empresa e poderia receber patrocínios, etc. Esta sugestão foi considerada mais interessante pelos presentes, e foi combinado que seriam consultadas pessoas com conhecimento do assunto (contador, advogado)
Diante dos pró e contras apresentados, foi combinado que os associados deverão pensar no problema e sugerir, em próxima assembleia, as linhas de ação que entendessem mais eficazes.

7.Próxima assembleia:
Foi marcada, para tratar deste assunto, para o dia 23 de Maio de 2009, sábado.

A reunião foi encerrada às 16 horas.

Sendo assim disposto, Rio de Janeiro, 26 de abril de 2009

Pedro Ribeiro - presidente da asembleia
Antônio Alves - secretário da assembleia