MENSAGENS ANTIGAS 2003

 

Caro Pedro, Eu (23 anos) e minha noiva (20 anos) estivemos na praia há duas semanas com o intuito de nos iniciarmos na prática do naturismo e ficamos bastante chocados com certas pessoas que lá estavam e ficamos constrangidos em tirar a roupa de banho. Essas pessoas desconhecem por total a prática naturista e vão, achando não se sabe o quê a respeito, somente para olhar homens e mulheres nuas. Pude perceber que certas mulheres estavam totalmente constrangidas em ficar nuas por causa de curiosos mal educados e indelicados que com certa frequência passavam por ali. Ainda fui obrigado a escutar algo no mínimo muito indelicado de uma dessas pessoas a respeito da masculinidade dos frequentadores, é lamentável.

 

Outro fato que me incomoda, é o de que boa parte da sociedade vê o naturismo  de forma pejorativa pelo desconhecimento total da prática, pensando somente de que se trata de uma área especifica para fazer sexo. 

 

Parabéns pela conquista 

 

Rodrigo Mayo (07/11/03)

Rio de Janeiro - RJ

 

Olá, Rodrigo

 

Lamento muito sobre o que aconteceu com vocês na praia do Abricó. Quando lá estiverem procurem o pessoal da ANA, Associação Naturista de Abricó, nos sábados, domingos e feriados de sol. Temos muito trabalho a fazer na praia, pois ela ainda não está pronta. Imagine o que são 9 anos de proibição! E precisamos da ajuda de todos os naturistas, não adianta deixar de ir, o que precisamos é nos unirmos para enfrentar a má-educação e mau comportamento. 

 

Desde a semana passada a polícia militar já está presente na praia, nos finais de semana. E em seu primeiro dia dois já foram retirados do local por conduta imprópria. Acredito que aos poucos as pessoas irão se educar e se acostumar. Mas é necessário que estejamos lá. 

 

Um grande abraço

Pedro Ribeiro


 

Estive no último sábado (01/11) na Praia do abricó, onde há muito tempo não ia mais... Fiquei surpreso, pois desde as primeiras vezes em que lá estive, eu sempre achei que deveria ser um reduto naturista... Lugar perfeito para tal prática... Reservado, limpo, resumindo... um lugar bastante agradável...

 

Antes eu vinha frequentando a Reserva, mas acho que aquela sensação de liberdade que pairava nesta praia, foi substituida por uma onda de libertinagem... A praia hoje se tornou um reduto gay ( não que eu seja contra, muito pelo contrário... eu também sou gay, e não admitiria tal preconceito...)... e sempre gostei de frequentar redutos naturistas, tendo conhecido vários por esse Brasil... (Trancoso e Arraial, Tambaba, Olho de Boi, Brava, Jericoacoara, além de outras praias mais desertas...) Mas o problema maior é que as pessoas já não vão mais a Reserva com a intenção de tomar um banho de mar sem roupas, e sim, buscar sexo... E basta uma incursão naquelas matas do outro lado da estrada para ter uma ideia do que rola por lá... principalmente no final da tarde...

 

Diante disso tudo, estava sentindo muita falta de um lugar onde se pudesse ficar nu, sem ser "comido com os olhos", pela galinhagem que reinava naquela praia...

 

Fiquei muito feliz em saber que mesmo após alguns obstáculos, os cariocas e demais turistas poderão desfrutar de um local paradisíaco para a prática tão saudável do naturismo... Com segurança (pois vi os policiais passarem várias vezes), e muita tranquilidade...

 

Só faço um alerta... Ontem, precisei subir nas pedras para tentar conseguir um sinal no celular (um rapaz que passou me disse que lá em cima pegava sinal)... e me deparei com dois caras transando... (sexo mesmo)... Acho que devem tentar reprimir ao máximo, sob pena de transformar esse lugar tão gostoso em uma nova Praia da Reserva...

 

Outro ponto importante : quando chegamos na praia, ao estacionarmos o carro, ouvimos comentários de que tinha ocorrido um roubo de carro no local na sexta feira... Se não dá pra ter segurança durante a semana, é melhor fechar a praia nesse período... Não dá pra deixar a população correr riscos assim...

 

Na saída... precisamos de muita paciência para tirar o veículo da vaga e manobrar na pista... E o flanelinha que estava quase a menos de 50 metros de nosso carro só veio ao nosso encontro depois de termos conseguido manobrar, e só para pegar os R$ 2,00 reias do estacionamento... Não teve a coragem de interromper o trânsito ou nos ajudar a manobrar... Uma falta de profissionalismo... Só dei os R$ 2,00 para não criar confusão...

 

No mais, ficamos com uma impressão muito boa da praia... Acho que foi você mesmo quem nos entregou um folheto na chegada, e acho que estão no caminho certo... Só peço uma coisa... Não tentem impor regras como nas demais praias de nudismo, como proibir a entrada de homens desacompanhados, ou obrigatoriedade de tirar a roupa... Nem todo mundo gosta de se despir, mas não pode ser privado de ir ao lugar, desde que esteja informado sobre a prática de naturismo no local...

 

Meu amigo adorou a praia (ele nunca tinha passado do Recreio), e pretendemos voltar muitas vezes.... Queremos fazer de Abricó, um refúgio para algumar horas de tranquilidade, descanso e relaxamento...

 

Enfim... espero que continuem esse trabalho excelente na organização deste novo espaço naturista... e também da conscientização dos frequentadores com relação as normas de conduta... Vi em Abricó algumas pessoas que costumava ver na Reserva, e acredito que tenham mudado de praia pelos mesmos motivos que eu...

 

Caso vocês tenham um mail list para divulgar as novidades da praia, peço que me incluam...

 

Parabéns pelo trabalho... Continuem assim... ou se puder... melhor... 

 

Luiz Fernando (02/11/03) 

Rio de janeiro - RJ

 

Olá, Luiz Fernando 

Tudo de bom para você. 

 

Temos nos esforçado ao máximo para tentar deixar a praia do Abricó como uma praia respeitável. Nestes 9 anos de proibição muita coisa mudou no Brasil. A população empobreceu e o nível cultural e educacional despencou. Antes de 1994, eu já frequentava a praia do Abricó e já fazia nudismo. Não era permitido, porém a praia era quase que totalmente deserta quase o ano todo. Havia sempre um grupinho que ia para lá para fazer nudismo ( uns outros em busca do sexo, como não poderia deixar de ser numa sociedade como a nossa). Naquela época os frequentadores de Grumari eram pessoas de nível social melhor e boas formação em estudos. E também havia um clima de aceitação de coisas diferentes e alternativos, naquela sociedade, posturas que foram mudando com o avanço da religiões evangélicas pentecostais. 

 

Hoje em dia Grumari é superpovoada e, é lógico, que o nudismo desperta a curiosidade. É natural até.Temos tentado tirar da cabeça das pessoas a idéia de que naturismo e nudismo é sinônimo de sacanagem. Mas garanto que nunca teremos 100% de taxa de sucesso. Nem mesmo no exterior se consegue. Já fui a algumas praias na Europa e nos Estados Unidos e não é difícil flagrar cenas de atos sexuais explícitos em locais escondidos, pedras e bosques. Mas isso não é regra, é exceção. Também é exceção este comportamento na praia do Abricó e até mesmo na Reserva. Já imaginou se as 300 pessoas que frequentavam a Reserva fossem para o bosque fazer sexo ? No Abricó a incidência é pequena em relação ao número de presentes. Uma praia de nudismo não é diferente de qualquer outra praia. Lembra-se da pegação e sexo que acontecia no Arpoador e no Parque Garota de Ipanema, logo ali no meio da Zona Sul, em um local super policiado ? 

 

O policiamento foi pedido pela Associação Naturista de Abricó, justamente para coibir abusos, como masturbadores que vieram da Reserva pensando encontrar o paraíso deles em Abricó. No meio de semana a situação é complicada pois não existe policiamento na praia, só na estrada. 

 

A questão do estacionamento em Grumari é caótica e não terá solução tão cedo. Mas a associação pensa em colocar vans à disposição dos associados que deixariam estacionados seus carros no shopping Recreio, com toda segurança. 

 

A praia do Abricó precisa da colaboração de todos para vingar. É preciso ser freqüentada por naturistas de todas as idades  e de ambos os sexos. Se depender de mim jamais teremos divisões sexistas na praia. 

 

Um abraço 

Pedro Ribeiro


 

Belo o site, brilhante a iniciativa, donde percebe-se claramente na pacífica intervenção, civilidade, urbanidade e o respeito mútuo entre os naturistas, o cenário paradisíaco faz o resto. Quiçá, o Rio e os cariocas precisassem urgentemente desnudarem-se para ficar mais próximos dos seus irmãos, quem sabe experimentando uma convivência harmônica os seus espíritos se desarmem e resgate-nos uma das características mais marcantes da nossa gente, a camaradagem, a solidariedade e a generosidade. 

 

Luiz Afonso (29/10/03)

Rio de Janeiro RJ


 

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